Viajar sozinha é um barato

A repórter Isabel Malzoni, de 25 anos, se encheu de coragem e resolveu embarcar para a Europa completamente só. Não se arrepende nem um pouco! Aqui, ela conta por que viajar sozinha é uma experiência pela qual toda mulher de NOVA deveria passar.

Texto Isabel Malzoni / Foto Nana Moraes
viajar sozinha

Não foi fácil decidir colocar a mochila nas costas e encarar uma temporada de quatro meses pela Europa... sozinha. Tive de vender meu carro para bancar os custos, pedir a um amigo que cuidasse da minha casa e dos meus gatos, entregar os trabalhos pendentes... Fiquei apreensiva. Meus bichanos sentiriam minha falta? As portas da minha vida profissional se fechariam?

Os conflitos internos não foram os únicos a me atormentar. Meu pai, que sempre me apóia, ficou preocupado. E algumas amigas questionaram se não seria arriscado ou sem graça pela falta de companhia. Percebi que a decisão deveria ser minha e de mais ninguém — ou não sairia do lugar. Sempre ouvi que viajar amplia os horizontes, aumenta a cultura e coloca gente diferente em nossa vida. Então, por que não? Resolvi trancar as inseguranças numa caixa e seguir meu coração, que dizia “Vai”. Chegar a essa conclusão já foi uma vitória, pois notei que o vôo solo ao Velho Continente significaria mais do que uma simples aventura. Impressão confirmada mais tarde pela psicóloga Elizabeth Polizzi, viajante de carteirinha: “É ótimo dividir experiências de viagem com alguém querido. Mas estar só — o que não significa solitária — tem vantagens. Ficamos mais abertas para conhecer gente nova, temos mais tempo para entrar em contato com nossas vontades e sentimentos”, fala a expert, que já embarcou só para China, Tunísia, Belize... Se você está ensaiando para arrumar as malas e precisa de um incentivo, venha comigo. E veja os aprendizados que eu e outras bravas viajantes trouxemos além de algumas comprinhas e histórias para contar.


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